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Às Armas! Às Armas!

por cincodiasuteis, em 11.08.14

 Já falei aqui um pouco sobre a guerra na Ucrânia, aquando do abate do avião da Malaysia Airlines. No entanto, já passou algum tempo e isto é como as novelas – há sempre coisas para falar à medida que os episódios se sucedem.

 

Nas guerras acontece sempre um fenómeno engraçado. Normalmente, quando duas pessoas se zangam, elas querem é distância uma da outra. Mesmo que antes disso possam distribuir uma ou duas lampedusas na cara da outra pessoa (Lampedusa é um nome melhor para significar tabefe do que para ser uma ilha). Na guerra, os lados opostos aproximam-se. É um bocado como não gostar de alguém e ir lá a casa, sentar-se no sofá e dizer “vim para ficar” com um sorriso de orelha a orelha.

 

No caso deste conflito em concreto, não parece que a resolução seja fácil. O Prémio Nobel da Paz, Barack Obama, já admitiu ter dúvidas de que as sanções à Rússia estejam a funcionar. É verdade que, se o Porto é uma nação, os Estados Unidos são um planeta, mas isso não é razão para que ele não esteja atento ao que se passa neste nosso Mundo. Já toda a gente tinha percebido isso para aí uma semana depois de a guerra ter começado.

 

Independentemente da razão que tenham ou não, parece-me difícil justificar a invasão de uma nação soberana. A Rússia faz-me lembrar um bocado aquelas histórias dos filmes em que uma criança tem uns inimigos de infância e quando cresce junta-se a uma rede criminosa para se vingar e dar uma lição a todos aqueles que a humilharam. A diferença é que, neste caso, a criança demorou cerca de 150 anos a crescer, se tivermos em conta a Guerra da Crimeia.

 

A Rússia é um país que está sempre em conflitos (nem que sejam diplomáticos). O problema é que a metáfora da criança não se pode utilizar com toda a propriedade, porque não reage atirando bolas de neve. O computador do Vladimir Putin deve ter um teclado que vai até ao F16. Quando carrega nessa tecla, lança um míssil.

 

Era giro importar esta forma de diplomacia para o nosso país. Estamos muito atrasados em relação ao que se faz lá fora. Proponho que nos façamos à estrada e anexemos Olivença, a nossa Crimeia. Vamos lá!

 

Às armas, às armas!

 

Francisco Mendes

 

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