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Crónica Dodot

por cincodiasuteis, em 14.08.14

Há quem diga que as minhas crónicas são sempre a criticar e a falar mal. Dizem que algumas delas até chegam a ser um pouco agressivas. Eu sou uma pessoa que ouve e, como tal, esta vai ser diferente. Esta crónica vai ser mais suave e cheirosa do que o rabinho de um bebé limpo por uma toalhita. Senhoras e senhores, apresento-vos a crónica Dodot.

 

Em minha defesa posso alegar sempre que é uma consequência do meu estilo. É mais fácil fazer humor com coisas erradas do que com coisas certas (para algumas pessoas também é mais fácil fazer amor com coisas erradas. Foi só esta. Prometo que me vou controlar). Tentem contar uma piada em que todos saiam bem na fotografia e vão ver como é difícil.

 

Isto não quer dizer que o meu intuito seja o de fazer rir as pessoas com as minhas crónicas. Quer apenas dizer que gosto de meter o dedo na ferida usando o sarcasmo e a ironia. Bem sei que “meter o dedo na ferida” pode ser, por outro lado, uma forma de tortura, mas apenas no sentido literal. Vulgarmente, temos a ideia de que os torturadores o fazem com a intenção de conseguir confissões. Aqui, eu dou-vos as minhas confissões sem hóstias, nem Ave Marias. O copo de vinho bebo-o antes. Posso ser acusado de tortura por isso?

 

Não sou também o senhor da razão. Nem o pretendo ser. Algumas das coisas que defendo já foram defendidas por outros. Não descobri a pólvora. Não se descobre uma coisa que já foi descoberta. Mas digam-me lá: não dá jeito encontrar a pólvora, quando precisamos de alvejar alguém? Não é tão brilhante como uma descoberta, mas dá-lhe uma utilidade.

 

Os temas que escolho são variados. Na verdade, o único raciocínio que faço para escolher determinado tema é apenas o de se tenho algo para dizer sobre o assunto. É por isso que falo de coisas que vão desde a actualidade até a coisas em que eu reparo e penso na minha vida.

Na verdade, a única coisa que pretendo é divertir-me a escrever e, de caminho, aproveitar para ganhar alguma disciplina. A disciplina que me obrigue a escrever todos os dias. E isso tenho conseguido.

 

Estão a ver? Nesta até defendi uma pessoa – eu. Agora que já limpei o meu rabinho com uma toalhita, declaro-me inocente.

 

Francisco Mendes

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