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Neste reino há uma só causa

por cincodiasuteis, em 02.09.14

O sangue derramado no palácio era inversamente proporcional ao sangue derramado nas ruas.


Depois de fazer amor, e antes mesmo de se limpar, o rei solicitava um mensageiro.
O orgasmo precipitava-o para a guerra.


É evidente que o seu exército tivera mais trabalho nos primeiros tempos de casamento. Depois de alguns anos de paz, o rei desceu ao quarto de uma das criadas - o país vizinho estranhou mais do que a rainha.


Após o gemido serviçal, uma sirene.

Para ocultar da sua esposa esta aventura, recuou com a ordem – possuir o arsenal mais temido do continente ajudava o rei, tanto a coreografar os passos da diplomacia, como a manter o casamento.               


Todos sabiam que nada daquilo era uma súbita mudança de estratégia; as decisões sobre a política externa do reino tinham causas mais secretas...
Hoje diz-se que Emílio, um fiel escudeiro, tinha uma teoria para o comportamento do rei. De facto, se tivesse escrito o livro que chegou a planear, hoje saberíamos mais sobre este estranho (?) caso; infelizmente a sua intensa vida sexual não o permitiu atirar-se a esse empreendimento. 

 

 

António Trindade Vieira

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