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O Grande Desamor

por cincodiasuteis, em 13.10.14

Às vezes encontramos daquelas notícias engraçadas e que respondem a algumas questões que sempre tivemos. Não chegam a ser insólitos, mas espantam, porque é uma daquelas coisas que toda a gente se pergunta, mas pouca gente sabe. No outro dia, li uma notícia que conta a razão pela qual, alegadamente (não está confirmado), não há Prémio Nobel da Matemática. A razão só poderia estar relacionada com o amor. Reza a lenda que o maior matemático da altura de Alfred Nobel teve um affair (sempre quis escrever isto) com a mulher do inventor do galardão mais prestigiado do Mundo (digo eu).

 

A ironia está no facto de os prémios terem sido criados com o intuito de destacar as maiores realizações do espírito humano e deixar de lado a Matemática por uma razão destas. Bem sabemos que o amor é tudo menos uma ciência exacta (para dizer a verdade, muitas vezes é mais uma questão de fé do que de ciência), mas não era preciso este “esquecimento”.

 

Há quem defenda que o verdadeiro amor é eterno e há quem se oponha. É uma daquelas coisas que é mais crença do que certeza (aqui está a fé), mas uma coisa é certa: este desamor já dura há 119 anos e continuamos a contar.

 

Possivelmente, agora não faz sentido criar um Prémio Nobel da Matemática até porque o vencedor seria alguém que teve 8 ou 9 no exame nacional, mas ter a Matemática como uma ciência à parte todos os anos continua a ser muito estranho.

 

De qualquer modo, Alfred Nobel nunca pode ser verdadeiramente atacado pelas razões de não ter criado o Nobel da Matemática. Os prémios são para as melhores realizações do espírito humando e Alfred Nobel nunca ganhou nenhum. No fundo, ele é um treinador de bancada. Pode ser o sócio número um, mas continua a ser um treinador de bancada.

 

Francisco Mendes

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