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Kimye, um capítulo na vida do Rei

por cincodiasuteis, em 25.07.14

Pouco se falou de Yeezus, a explosão do ego de Kanye West.

 

Foi sombrio, impulsivo, afirmativo – digo eu -, mas para os demais pareceu ser só um álbum e dos desnecessários; menosprezou e reduziu-se a qualidade de West a um videoclip do mais azeiteiro e vulgar que há (Bound 2) e muita gente não foi capaz de ir para lá da aridez que é o primeiro contacto com o álbum. Compreensível na medida em que Kanye assumiu Kim Kardashian como a sua musa e que este Yeezus "vai ser para ver aos olhos dela." Pode-se dizer que por ser assim se torna num álbum superficial, desinteressante e oco, mas Yeezus é tudo isso e muito mais: é o menino profeta de um hip-hop por vir e é uma fusão entre artista e musa, num cenário de feira das vaidades (I Am a God). 

 

Se por um lado a musa podia ser melhor, por outro o álbum parece perto da perfeição, sendo que não vai demorar muito até percebermos que a obra fica e a musa vai. Ame-se pois a obra! O que interessa no Mr. West não é o que diz, nem com quem dorme, mas sim a sua inesgotável pujança artística – o Power de um Monster sagrado (massajemos-lhe o ego com frases destas, à la Assunção Esteves).  Venham musas, mentores, discípulos que o Kanye dá-lhes sempre quinze a zero e se não acreditam venham ler esta frase em Setembro quando ouvirem o sétimo álbum do rei (mais uma obra-prima, esperamos).

 

Mas o que é que existe entre obras-primas? A silly season - ela está no meio de nós. Portanto, enquanto Setembro não chega vai-se falando de coisas que não interessam nem ao menino Yeezus, e então já se fala numa separação. Aquele casamento, na verdade, parece mais show off do que matrimónio e segundo consta, chegados ao quinquagésimo oitavo dia após a união (ontem), já se diz que Kanye evita o contacto com a conjugue. É normal? Claro que é: a tesão foi-se toda naquele álbum, mas menos mal: fez-se arte.

 

Muito se vai falar deste divórcio e Kim + Kanye não é mais = a Kimye, mas não baixemos os braços: teremos sempre Setembro!

 

Pedro Ramalhete

 

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